quarta-feira, 10 de julho de 2013

o tem

o tempo corria solto
nos sentimentos presos 

tiquetaqueava o oposto
nos 'viventes', intensos
sós em seu itens
coisas
coisas
coi só
coisas
nada tens


doentes

vidas rasas
flores secas 
- de sóis que ardem
mas não aquecem -
apoiadas em suas orelhas

tropeças
não há muletas
não há atalhos
são labirintos, incertezas
- só o equilíbrio falho 
em um tronco sem galhos
não há ninhos
rastejam, sonolentos
os pássaros
- sem filhos

ri banguela, paguei o preço 
de uma criança que conta estrelas
com o piscar dos olhos.

vi nela, na vida furada
o apreço
do espaço
para sentir 
o vento,

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